| Congresso mostra como a arbitragem pode solucionar conflitos entre prestadores e operadoras |
Na manhã desta quinta-feira, dia 22 de junho,
o 11º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde
debateu Arbitragem: Um Instrumento para Agilizar a Resolução
de Conflitos entre Hospitais e Operadoras de Planos de Saúde.
A discussão, coordenada pelo membro do Comitê Brasileiro
de Arbitragem, Renato Battaglia, contou com a participação
do membro da Câmara de Mediação e Arbitragem Internacional,
Hélio Moreira Filho; do professor da Universidade de São
Paulo, Hélio Zylberstajn; e do especialista em regulação
da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Luiz
Bacellar.
 |
Hélio Moreira Filho explicou que a arbitragem para a área da saúde é um
excelente instrumento para melhorar a resolução de conflitos diários. “Questões
de Estado e de direito social não podem ser resolvidas pela arbitragem,
por exemplo, assuntos tributários, criminais e relacionadas ao direito
de da família”, lembrou Moreira Filho. O representante da ANS afirmou
que o órgão é favorável à arbitragem. “Ela
não entrou como item obrigatório da contratualização
porque outros setores envolvidos no debate não enxergaram essa necessidade”,
sentenciou Bacellar.
O professor da USP, Hélio Zylberstajn, apresentou uma experiência
de arbitragem ocorrida há dez anos, em São Paulo, entre três
entidades representativas dos médicos e as extintas Abraspe e Ciefas,
que representavam as empresas de autogestão. O resultado, no entanto,
foi frustrante. “A sentença não foi cumprida pelas partes.
Erramos, principalmente, na questão da representatividade, pois a arbitragem
funciona melhor para impasses fechados”. O Congresso ainda contará com
a palestra do consultor Waldez Ludwig, que falará sobre Gestão
de Talentos: A Motivação como Ferramenta de Produtividade.
Pedro Tolentino é diretor da Federação dos Trabalhadores
da Saúde do Estado de São Pauloe membro do GGT na NR-32.Discutiu
sobre os riscos radiológicos e a legislação
sobre o tema.
|