Notícia
Congresso Latino-Americano debate verticalização

O programa do 11º Congresso Latino-Americano de Serviços de Saúde contemplou, na manhã desta quarta-feira, dia 21 de junho, apresentação de cases e um amplo debate sobre verticalização. Fábio Sinisgalli, diretor Geral do Hospital Nossa Senhora de Lourdes, mostrou o funcionamento do Grupo, composto por 13 empresas. “Como estratégia financeira, cada empresa tem independência econômica. O controle da qualidade dos serviços está ligado a diretrizes macro da organização e o Hospital participa de todas as empresas, indicando um diretor para cada uma. Esse diretor também integra o Conselho Gestor do Hospital, portanto, temos uma gestão centralizada”, ressaltou Sinisgalli.

O outro case apresentado foi o da Medial Saúde. Jarbas Salto Júnior, diretor Adjunto de Centros Médicos e Arrendamento de Hospitais da empresa, afirmou que a verticalização pode ser uma solução para o modelo atual de saúde suplementar. “Nossa rede própria tem como objetivos suprir as necessidades dos nossos beneficiários em termos de atendimentos ambulatoriais, controlar custos e facilitar a implantação de protocolos clínicos”.

Posteriormente, o evento debateu se a verticalização é uma solução ou engano. Sinisgalli foi o mediador do debate, que contou com as presenças do diretor Financeiro do Hospital São Luiz, André Staffa; do diretor do Hospital Sírio Libanês, Manoel Perez; do diretor Presidente da Golden Cross, João Carlos Regado; e com o diretor da Amil, Wellington Gomes Brasil. Os participantes levantaram as vantagens e desvantagens da verticalização, segundo suas experiências profissionais. A contenção de custos gerada pela prática é inquestionável, porém, preocupante, já que a verticalização tem meios de conter o acesso à assistência. Para André Staffa, “o cidadão não pode depender da idoneidade da empresa vertizalizadora”. A introdução de mecanismos de controle dessas empresas também foi cobrada pelos participantes.