São Paulo, 18 de Maio de 2012 - 01:03
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Congresso da SBIS é marcado por participações internacionais

Um setor complexo e multifacetado que precisa se adequar às novas tecnologias para crescer. Este é o desafio do nicho da informática na saúde no mundo todo, e especialmente no Brasil. Diversos profissionais especializados no tema estiveram reunidos de 4 a 6 de dezembro, no Royal Palm Plaza Resort, em Campinas, para debater o que falta para o segmento ganhar confiança e deslanchar. O evento, denominado Congresso Internacional eSaúde & PEP 2011, é realizado desde 2007 pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS).

A tecnologia deu uma mãozinha para o evento, permitindo diversas interações com palestrantes mundo afora, como o gerente da Organização Mundial da Saúde, Ramesh Krishnamurthy, que falou diretamente da África, e do especialista da Harvard Medical School, Charles Safran.

Os quatro dias de congresso abordaram temas como Prontuário Eletrônico, Registro Eletrônico de Saúde, Certificação Digital, Certificação SBIS/CFM, Telessaúde, Segurança e Privacidade, Cloud Computing, entre outros. 

Direto da África, Ramesh Krishnamurthy, gerente de Sistemas de Informação da Organização Mundial de Saúde, contou um pouco sobre os desafios de padronizar sistemas de informação ao redor do planeta, e principalmente em países em desenvolvimento, onde a maioria das informações ainda é armazenada em papel e de forma difusa. Segundo ele, desde 2005 os países foram convidados pela OMS a participar de uma rede sobre como montar sistemas de informação em saúde.  “Os sistemas fragmentados são uma ameaça às informações. Trabalhamos pelo engajamento multisetorial, especialmente em 74 países da África, Ásia e América do Sul, para que os sistemas de informação sejam integrados”, disse.
 
Para o representante da International Medicla Informatics Association (IMIA), Lincoln de Assis Moura Júnior,  uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo setor é a padronização de dados.  ““Existe uma complexidade de vários termos dizendo a mesma coisa na área da saúde. Para se ter uma ideia, existem dezessete maneiras de se exemplificar apendicite”, afirmou.
 
Para o presidente da SBIS, Claudio Giuliano da Costa, a segurança é outra dificuldade. Com o crescimento da cloud computing (computação em nuvem), os desafios da confidencialidade crescem ainda mais, segundo Claudio. “Apesar dos enormes benefícios, existem os riscos da segurança da informação, disponibilidade, integralidade e confidencialidade, a responsabilidade civil e a adesão às normas. Sugiro que os hospitais e demais instituições de saúde comecem a implantar este novo modelo com cautela. Façam um projeto piloto, comecem por uma área específica, testem”, recomendou. 
 
Confira mais informações sobre o que aconteceu no Congresso Internacional de eSaúde & PEP na próxima edição do Jornal do SINDHOSP.
Fonte: Aline Moura, do SINDHOSP
Publicado em 24/02/2012
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