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São Paulo, 22 de Fereveiro de 2012 - 22:51
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Brasileiro vai gerir fundo Global de AidsA maior instituição de financiamento do combate à aids no mundo convocou ontem um banqueiro colombiano-brasileiro para resgatar sua credibilidade e gerenciar bilhões de dólares para o combater a epidemia. O Fundo Global contra Aids, Malária e Tuberculose anunciou a escolha de Gabriel Jaramillo como gerente-geral da entidade, que tem em mãos mais de US$ 10 bilhões até 2013 para programas de saúde. Jaramillo, nascido em Bogotá e com cidadania brasileira, atuou como banqueiro nos últimos 30 anos. Foi o CEO do Citibank no México e presidente do Santander e do Citibank na Colômbia nos anos 90. Mas foi no Brasil onde ganhou destaque como um dos líderes do setor financeiro. Em 1999, foi Jaramillo quem coordenou a ofensiva do Santander para sair vencedor no leilão do Banespa, no ano seguinte, pelo qual o grupo espanhol pagou US$ 7 bilhões. O ágio foi de 280% no preço inicial, mas o processo político, que gerou críticas até do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcado por polêmicas. Por uma década, Jaramillo presidiu o Santander Banespa no Brasil. Mas, acima de tudo, liderou a expansão do grupo espanhol no País e na América Latina. Hoje, mais da metade da renda do banco vem de suas operações no Brasil e na região. Ao deixar o banco, em 2009, o Santander era a oitava instituição financeira do mundo. Jaramillo seguiu para os Estados Unidos, onde assumiu o Sovereign Bank e se aposentaria dois anos depois. Em 2010, foi escolhido pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para ser o enviado especial para o combate à malária.
Acesso A atual direção foi despedida e, na apresentação do ex-banqueiro, a assessoria do fundo fez questão de apontar a "integridade absoluta" de Jaramillo. O executivo já havia trabalhado em um informe, sugerindo mudanças profundas no fundo.
Reorganização Criado em 2002, o Fundo se transformou no maior financiador de programas de saúde no mundo, distribuindo US$ 22,6 bilhões a mais de mil projetos em 150 países. Hoje, seus projetos garantem acesso a remédios contra a aids para 3,3 milhões de pessoas, tratamento para tuberculose para 8,6 milhões e atendimento para 230 milhões ameaçados pela malária. Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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