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Palavra
do Presidente |
| Fevereiro/2007
Estes dias li um artigo do prof. Luiz Marins que gostaria de dividir com vocês. Como ele é curto e fantástico, transcrevo na íntegra. Vamos a ele: "Muitas empresas já fazem da sexta-feira o chamado “casual day”, quando todos podem ir sem terno e gravata. Por que não ter também um dia sem e-mail? Algumas empresas brasileiras e americanas implantaram a idéia. Mas, por que um “no e-mail day”? Simplesmente porque muitos problemas passariam a ser evitados ou solucionados se as pessoas falassem diretamente com os responsáveis. Outro dia, vi um funcionário falando a outro sentado a seu lado: “Leu o e-mail que acabei de mandar para você? Leia, pois é muito importante!”. Há até uma anedota que conta que, em meio a um incêndio na empresa, o diretor pergunta à secretária se ela chamou os bombeiros. Ela responde: “Já enviei um e-mail com sinal de alta prioridade”. A síndrome do e-mail desnecessário, ineficaz e mesmo inoportuno precisa ser combatida. Também é preciso lembrar que o brasileiro é oral e auditivo. Para que a comunicação realmente ocorra no Brasil, ela deve ser oral, direta e, apenas confirmada por escrito. Faça em sua empresa um “no e-mail day” e volte a falar. Volte a conversar, a resolver os problemas comunicando-se pelo meio mais rápido e direto que existe – falando. Você ficará surpreso ao ver as coisas começarem a acontecer. Afinal, como diz o ditado, conversando a gente se entende". Sei que o texto do prof. Marins é polêmico, e muitos poderão dizer que não é propriamente o e-mail o problema, e sim a pessoa que está operando o computador e utilizando esta importante ferramenta. E que um arco cirúrgico não significa nada para alguém que não sabe usá-lo. Mas a questão é que a tecnologia fascina, principalmente para aqueles que atuam na área da saúde, uma das grandes beneficiadas com os avanços científicos. Mas não podemos esquecer que a principal característica para o sucesso em nossa profissão é o olho no olho, e que nada supera a conversa e o contato pessoal. Naturalmente, nem o autor do texto nem eu estamos pregando a volta das máquinas de datilografia e dos memorandos em várias vias, ajudados pelo onipresente (e interminável fonte de sujeira) que eram os "carbonos". Acreditamos, contudo, que todos devemos usar o desenvolvimento técnico disponível unicamente com o objetivo de dinamizar as ações e não como uma desculpa para o imobilismo, com as pessoas se escondendo atrás de uma tela de computador. Imaginem as realizações que teríamos se conseguíssemos imprimir às nossas ações a rapidez e velocidade dos e-mail que mandamos aos montes! Que mundo de grandes realizações teríamos, não? Parodiando o prof. Marins, pensem nisso. Um forte abraço, Dante Ancona Montagnana |