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Palavra
do Presidente |
| Julho/2007 Meus anos de faculdade, no começo da década de 50, foram de grande ebulição no Brasil. As questões políticas polarizadas entre esquerda e direita, e a rápida transição entre o Brasil rural e o outro que nascia: o de crescente urbanização. Naquele tempo nada era barreira para o progresso, nem deixar crescer de forma desordenada as cercanias de um (já) importante aeroporto. Em saúde, o modelo hospitalocêntrico era a resposta mais científica às pessoas que tratavam de diversas doenças em locais impróprios, sujeitos a contaminações de todos os tipos. Nessa época, as parturientes davam à luz em casa, e os índices de mortalidade infantil eram imensos. Felizmente os tempos são outros. Graças aos avanços da medicina moderna, fortemente influenciados pela necessidade de mudança de nosso sistema de saúde, permitiu-se pensar em opções que dessem aos pacientes maior cuidado e humanização na assistência. Como uma dessas opções, aparece forte o Home Care (nome originário da expressão em língua inglesa que traduz o cuidado que é efetuado no domicílio do paciente). Entre os profissionais de saúde, a expressão é mais abrangente e é utilizada para conceituar a internação e o cuidado domiciliar, bem como a realização, em casa, de procedimentos técnicos especializados. No mundo, o Homecare é uma tendência diversificada e de rápido crescimento. Nos Estados Unidos existem, hoje, mais de 21 mil organizações prestadoras de serviços domiciliares de saúde, que servem a mais de 7 milhões de americanos portadores de condições agudas ou crônicas. Mais de 80% das escolas de medicina naquele país oferecem em seus cursos o treinamento no tema. No Brasil, o crescimento desse setor é forte e uma opção estratégica considerada pelos planos e seguros saúde, sempre ansiosos para oferecer opções aos clientes que possam assegurar um padrão de qualidade assistencial por todos desejada. O cuidado "um a um" dos pacientes em casa assume, uma vez mais, lugar significativo nos sistemas de saúde. Os serviços são muitos, vão desde cuidados ocupacionais, respiratórios, e outros, como nutrição, laboratório, dental, farmácia, raios-X, equipamentos e suprimentos médicos. Estarmos abertos à evolução é a chave para o sucesso. Hoje, ninguém pensa em uma máquina de escrever para realizar um trabalho. As empresas que insistiram em produzir esses equipamentos desapareceram. No nosso setor ocorrerá o mesmo: em pouco tempo grande parte dos atendimentos médicos serão realizados nas residências. Isso deve ser encarado pelos hospitais como uma oportunidade. É a questão de sempre que se apresenta: evolução ou extinção.
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