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Palavra
do Presidente |
| Setembro/2007 "Maestros não sabem como o oboé faz o seu trabalho, mas sabem com o que o oboé deve contribuir" Caros Amigos, Como sempre digo, uma empresa para funcionar direito e harmonicamente, tem que atuar como uma orquestra: como ela, seus bens mais valiosos são a capacidade de trabalho de seus funcionários e a maneira como seus "maestros" utilizam as informações obtidas para gerenciar e ampliar os negócios. E nesse campo, a pesquisa de mercado aparece como grande aliada na busca pela excelência. Durante o primeiro semestre de 2007, a pedido do SINDHOSP e da FEHOESP, o Instituto DataFolha aplicou uma pesquisa junto aos principais hospitais da Grande São Paulo para avaliar como está a relação entre eles e os planos e seguros saúde. Também solicitamos conhecer a percepção do trabalho que vem sendo desenvolvido pela ANS, na visão dos prestadores. As respostas nos levam a concluir que o relacionamento entre eles não anda muito afinado, há alguns instrumentos fora do tom. A ANS, que tem o papel de maestro dessas relações, recebeu uma avaliação média na pesquisa por parte dos prestadores de serviços de saúde, em sua atuação e no trabalho prestado. Outro forte indício que a sinfonia não está muito harmoniosa. Os hospitais sugeriram que a ANS seja um fiscal do cumprimento dos contratos, da qualidade do atendimento e das glosas, mediadora nos contratos e negociações e fornecedora de informações, ou seja, desempenhe o papel de um maestro, que ouça a orquestra, corrija os erros e dissonâncias. A TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) foi outro item abordado na pesquisa. Os hospitais chegaram a alegar que a TISS traria, “com certeza”, mais burocracia para o mercado. No meu entender acredito que, vencidas as dificuldades iniciais na implantação de qualquer sistema, a TISS irá padronizar e evitar certos equívocos, será uma maneira de afinar a orquestra. Devemos ficar alertas para o número de pacientes transferidos dos hospitais particulares para os hospitais próprios das operadoras, pois 70% dos hospitais afirmaram que isto ocorre com frequência. O papel da ANS é fundamental nesse controle. Ela deve mesmo fiscalizar os contratos, ficar de olho nos abusos, corrigir aquela operadora ou aquele hospital pois, do contrário, os pacientes não terão mais o direito de escolher em qual hospital querem ficar, ou seja, serão impedidos de um ato fundamental ao homem: a livre escolha! Outra sugestão dada na pesquisa foi de a ANS regulamentar as operadoras, para que repassem um percentual do índice de reajuste dos planos individuais aos prestadores, afinal, elas dependem da nossa estrutura e as usam. Nada mais justo. Além disso, o segurado, elemento mais que basilar do nosso serviço, não seria penalizado. Todos os músicos de uma orquestra são decisivos. Por menor que seja o instrumento, se estiver fora do tom e fora do compasso, compromete toda a música. Somos parte de um conjunto: pacientes, hospitais, operadoras e ANS. E é nisso que devemos pensar.
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