Você tem que cantar como se não precisasse de dinheiro, amar como se nunca fosse se ferir. Você tem que dançar como se ninguém estivesse olhando. Isso tem que vir do coração, se você quer que dê certo. Susannah Clark
Logo no início do ano, podemos ver duas posturas das pessoas em relação ao futuro. Vamos a elas.
O ano de 2012 nasceu antes da data. Já em meados de 2011, cientistas, religiosos e místicos do mundo inteiro corriam atrás de pistas deixadas por civilizações e profetas do passado explicando como será o fim dos tempos. Dizem que em diversas culturas ancestrais o ano de 2012 é marcado nos calendários como o “apocalipse”, o “fim do mundo”, “o juízo final”, “o fim de um ciclo” e, para outros, “o ano em que esta era terminará e outra, melhor, será iniciada”.
E terá um dia exato: 21 de dezembro de 2012. Para muitos será o dia da aniquilação da raça humana. Como isso seria possível? É que terminará um dos “ciclos” do calendário maia. O mundo acabará graças a colossais tormentas solares, que afetarão a polaridade de todo o nosso planeta, quando o campo magnético terrestre se inverterá imediatamente, com consequências catastróficas para a humanidade.
Mas posso afirmar com toda certeza que o mundo não vai acabar, e uso para isso um simples argumento. Não existe consenso se este será o fim do atual “ciclo”, já que é impossível determinar as datas exatas entre o calendário maia e o nosso, o calendário gregoriano. O calendário maia não termina em “21 de dezembro de 2012” ou em outras datas estipuladas por estudiosos do tema. Além disso, na história da humanidade várias datas já foram estabelecidas para determinar o final dos tempos e, como vimos, não aconteceram.
A outra postura.
Embora seja impossível deter a marcha do calendário, nos últimos 100 anos a medicina deu passos largos no sentido de retardar processos ligados ao envelhecimento. Primeiro vieram melhorias nas condições sanitárias, a descoberta das vacinas, a invenção dos antibióticos e dos recursos para combater doenças como o diabetes, os males cardíacos e alguns tipos de câncer. Todos esses avanços resultaram na adição de anos na expectativa de vida da população. Agora, está em curso um novo e revolucionário capítulo da ciência da longevidade.
Nos últimos trinta anos, a expectativa de vida aumentou 11 anos no Brasil. As doenças crônicas do coração e dos pulmões, bem como as artrites, aparecem, hoje, entre 10 e 25 anos depois do que surgiam em gerações passadas. Os 60 anos de idade são os novos 50. Os 50, os novos 40, e assim por diante.
Essa evolução fez com que o próprio conceito de velhice fosse reformulado. Já não se espera que um homem de 60 anos se aposente e passe os dias de pijama. O aumento da longevidade propiciou o surgimento de outro fenômeno, desta vez no comportamento – o de pessoas maduras que cruzam as fronteiras entre gerações e não apenas agem, mas se sentem como se fossem mais jovens. São homens e mulheres que já passaram dos 40 ou 50 anos, gozam de boa saúde, disposição e acreditam que os hábitos de vida e a forma de se expressar não devem se atrelar à idade, mas à personalidade de cada um. Os americanos os chamam de “ageless” (sem idade, em português).
Em qual dos dois grupos você quer ficar?
Um grande abraço,
Dante Ancona Montagnana